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Veja o resumo da notícia

  • Novo modelo visa diferenciar taxas de juros para mutuários de menor e maior renda.
  • Valor do imóvel passa a ser critério para determinar o custo do financiamento imobiliário.
  • Meta é ampliar oferta de crédito sem impactar negativamente a taxa de juros atual.
  • Estratégia busca elevar o estoque de crédito imobiliário no PIB brasileiro.
  • Desafio é substituir a poupança como fonte de financiamento sem perder previsibilidade.
crédito imobiliário juros por renda
Divulgação/Banco Central

O Banco Central espera que o novo modelo de financiamento da casa própria aprofunde a diferença entre as taxas cobradas de famílias de menor e maior renda. Segundo Gilneu Vivan, diretor de regulação e organização do sistema financeiro e de resolução da autarquia, em reportagem do Valor, esse movimento já começou a aparecer em novembro de 2025 e atingiu cerca de 0,4 ponto percentual, com juros relativamente menores para os grupos de renda mais baixa. Em contratos de 30 anos, afirmou, essa diferença já produz efeito relevante no valor total pago pelo mutuário.

Faixa do imóvel também passa a influenciar o custo

Historicamente, disse Vivan, o crédito imobiliário brasileiro praticou taxas muito parecidas entre perfis de renda distintos. Pelo desenho em discussão, essa homogeneidade tende a diminuir. Imóveis de até R$ 1 milhão devem receber benefício maior. Na faixa entre R$ 1 milhão e cerca de R$ 2,2 milhões, o incentivo será menor. Acima desse valor, a vantagem cai ainda mais. Na prática, o BC quer estimular condições diferentes de financiamento conforme o perfil do imóvel e do tomador.

Meta é ampliar a oferta sem pressão adicional sobre a taxa

A autoridade monetária também trabalha com a premissa de que o novo arranjo preserve ou reduza o custo final do crédito em relação ao nível atual. Nas simulações apresentadas por Vivan, o modelo aumenta a estabilidade da oferta ao longo do tempo e evita oscilações abruptas como as vistas no passado recente. O objetivo estratégico é elevar o estoque de crédito imobiliário no Brasil para algo entre 20% e 30% do PIB, patamar mais próximo ao de outros países de renda média. Hoje, esse percentual está em 6%.

Desafio é substituir a poupança sem perder previsibilidade

O ponto mais sensível, segundo o diretor do BC, é estruturar operações compatíveis com fontes de funding além da poupança, cujo crescimento já não acompanha a demanda. Isso exigirá maior uso do mercado de capitais, em que os papéis costumam ser remunerados pela Selic, com spread, e não pela Taxa Referencial. Para o BC, a transição só será bem-sucedida se o setor conseguir desenhar financiamentos com prestação previsível mesmo em indexadores diferentes da TR.

*Com informações de Valor

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.