
O mercado imobiliário brasileiro de médio e alto padrão encerrou 2025 com crescimento de 20% no Valor Geral de Vendas (VGV), somando R$ 30 bilhões em novos projetos. O volume supera os R$ 25 bilhões registrados em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
O crescimento, entretanto, ficou concentrado em grandes incorporadoras, como Cyrela, Moura Dubeux, Plaenge e Even. Com estrutura financeira mais sólida, essas empresas puderam navegar em um cenário macroeconômico desafiador – juros elevados e custos crescentes.
Essa concentração mostra que houve uma migração da demanda para projetos com maior valor agregado, reforçando a percepção de imóveis de alto padrão como reserva de valor no mercado brasileiro.
Cyrela e Plaenge lideram lançamentos
A Cyrela (CYRE3) manteve a liderança nacional entre as empresas do setor, com R$ 13 bilhões em lançamentos e R$ 9,2 bilhões em vendas líquidas no médio e alto padrão. Na sequência, a Moura Dubeux registrou R$ 4,6 bilhões em lançamentos em 2025 e R$ 3,5 bilhões em vendas líquidas.
O Grupo Plaenge, maior empresa de capital fechado do segmento, chega na sequência em destaque. Foram R$ 3,1 bilhões em VGV lançado, dos quais 90,3% foram convertidos em vendas líquidas, reflexo da forte aderência ao perfil de demanda.
Segundo o ranking Valor 1000, a Plaenge registrou o maior Índice de Velocidade de Vendas (VSO) entre as líderes. Assim, ela consolida sua estratégia no segmento de maior renda.
O ranking segue com Even (R$ 2,5 bi em lançamentos), Eztec e Lavvi empatadas com R$ 2,4 bi, Mitre (R$ 990 milhões) e Melnick (R$ 930 milhões).
Custos altos e barreiras para empresas menores
Apesar do crescimento expressivo, o setor imobiliário enfrenta desafios estruturais. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), divulgado pela CNI e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), permanece elevado. O índice pressiona as margens de lucro e dificulta a entrada de pequenas empresas no mercado.
Nesse contexto, incorporadoras com menor capacidade de financiamento enfrentam maiores obstáculos, enquanto players de grande porte consolidam suas operações. Para 2026, a expectativa é de que a demanda por imóveis de médio e alto padrão continue aquecida.
*Com informações de E-investidor







