Veja o resumo da noticia
- Belém mantém liderança nacional nos preços de aluguel residencial após sediar a Conferência da ONU para o Clima, superando São Paulo.
- A alta nos preços é impulsionada pela restrição na oferta de novos imóveis e pelo aumento da demanda desde o período pós-pandemia.
- Bairros como Umarizal e São Brás, com infraestrutura consolidada, exercem grande influência sobre a média dos preços.
- Anúncios temporários para hospedagem durante a COP impactaram os preços de locação convencionais na cidade.
- A falta de novos empreendimentos para atender à demanda mantém os preços elevados, cenário que deve persistir.
- Redução da taxa Selic e aprovação do novo Plano Diretor são apontados como fatores que podem impactar a situação.

Mesmo três meses após o encerramento da COP – a Conferência da ONU para o Clima -, Belém (PA) mantém os preços de aluguel residencial no topo do ranking nacional.
Desde novembro de 2025, quando o evento ocorreu, a cidade supera São Paulo nos custos de locação de imóveis, consolidando-se como a capital com os anúncios mais caros do país. Em janeiro de 2026, o valor médio por metro quadrado em Belém chegou a R$ 63,60. São Paulo registrou R$ 62,96, segundo o Índice FipeZap.
Alta impulsionada por restrição de oferta e demanda concentrada
Antes da COP, Belém já enfrentava uma restrição de oferta de novos imóveis. A dificuldade de encontrar terrenos bem localizados reduziu o ritmo de lançamentos, o que fortaleceu o aumento nos preços.
“A demanda está crescendo desde o pós-pandemia, mas são raros os terrenos bem localizados para novos empreendimentos, então os preços estão subindo em prédios antigos que estão em boas localizações”, afirma Fabrício de Menezes, sócio-fundador da Broker, em entrevista ao portal Metro Quadrado.
De acordo com o FipeZap, Belém foi galgando posições no ranking nacional desde meados de 2024, quando estava em sexto lugar. Em janeiro de 2025, alcançou a terceira posição; em abril, a segunda.
Os bairros mais consolidados, como Umarizal e São Brás, são os que mais influenciam a média de preços devido à infraestrutura de serviços e conveniência neles concentrada.
Efeito COP ainda pesa nos valores anunciados
Os anúncios temporários para hospedagem durante a COP também deixaram um legado no mercado, influenciando os preços convencionais, aponta Bruno Lopes, dono de uma franquia da Re/Max em Belém.
“Quem põe um imóvel para locação vai pesquisar os preços que estão sendo praticados, e muita gente se baseou nos anúncios para a COP”, pontua. Entretanto, os valores finais negociados tendem a ser menores do que os anunciados, devido ao ajuste à realidade do mercado.
Ainda assim, os preços devem permanecer elevados por algum tempo. Segundo Lopes, a falta de novos empreendimentos para atender a alta demanda segue sendo um problema.
Ele acredita que dois fatores podem impactar positivamente a situação: a redução da taxa Selic, que estimula a compra de imóveis ao invés da locação, e a aprovação do novo Plano Diretor de Belém, que pode facilitar a construção em áreas com restrições urbanísticas. Até lá, a cidade deve continuar como referência nos custos altos de locação no Brasil.
*Com informações de Metro Quadrado







