Veja o resumo da noticia
- Escassez de trabalhadores na construção civil é agravada por questões geracionais e menor disposição para trabalho em canteiros.
- Inflação da mão de obra no setor da construção civil supera o IPCA, representando um desafio econômico significativo.
- Reforma Tributária é vista como oportunidade para racionalizar tributos e impulsionar a industrialização no setor.
- Industrialização da construção, como a da Alea, visa atender à demanda por habitação e mitigar problemas do setor.
- Foco na industrialização surge como estratégia para lidar com os custos elevados e a falta de atratividade da mão de obra.

A falta de trabalhadores na construção civil é um problema crescente no Brasil e no mundo. Para o CEO da Tenda Construtora, Rodrigo Osmo, a dificuldade em atrair mão de obra para o setor não é apenas financeira, mas está relacionada a uma mudança geracional.
“As pessoas têm uma disposição menor para trabalhar em canteiros de obras. Os funcionários da construção civil estão ganhando muito bem, mas é uma função que demanda bastante”, afirmou o executivo, em entrevista à Folha de S.Paulo. Ele também atribui parte do problema à preferência por arranjos de trabalho mais flexíveis, comuns em outras áreas, mas impraticáveis na rotina dos canteiros.
A inflação da mão de obra é outro ponto crítico. Segundo Osmo, ela chega a estar quatro pontos percentuais acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Extrapolar uma inflação a esse nível para o resto da vida é explosivo. É um tema para se enfrentar daqui para frente”, disse.
Reforma tributária pode industrializar o setor
O executivo, no entanto, demonstra otimismo com a Reforma Tributária, que acredita ser positiva para o avanço do mercado imobiliário. “Independentemente de haver ou não aumento da carga tributária, o que a reforma traz é uma racionalização dos tributos para que eles não influenciem negativamente o arranjo produtivo”, avalia.
Osmo argumenta que o modelo atual de tributação acaba incentivando práticas menos industrializadas no setor, ao mesmo tempo em que penaliza soluções mais modernas e eficientes. Com a reforma, ele espera avanços na industrialização da construção civil, como na Alea, subsidiária da Tenda que produz casas pré-fabricadas.
A marca, direcionada à produção industrializada, busca atender a crescente demanda do mercado por soluções em habitação como o Minha Casa, Minha Vida e o Casa Paulista, do governo de São Paulo. Segundo o executivo da Tenda a Alea “endereça” muitos problemas existenciais da construção civil. “Apostamos que a Alea possa ser um negócio até maior do que a Tenda”, afirmou.
Para a Tenda, o foco em industrialização é um caminho natural para lidar com os altos custos da mão de obra e a falta de atratividade das funções tradicionais.
*Com informações de Folha de S.Paulo







