Veja o resumo da noticia

  • Escassez de trabalhadores na construção civil é agravada por questões geracionais e menor disposição para trabalho em canteiros.
  • Inflação da mão de obra no setor da construção civil supera o IPCA, representando um desafio econômico significativo.
  • Reforma Tributária é vista como oportunidade para racionalizar tributos e impulsionar a industrialização no setor.
  • Industrialização da construção, como a da Alea, visa atender à demanda por habitação e mitigar problemas do setor.
  • Foco na industrialização surge como estratégia para lidar com os custos elevados e a falta de atratividade da mão de obra.
falta de trabalhadores na construção civil
Imagem: lamontak590623/iStock

A falta de trabalhadores na construção civil é um problema crescente no Brasil e no mundo. Para o CEO da Tenda Construtora, Rodrigo Osmo, a dificuldade em atrair mão de obra para o setor não é apenas financeira, mas está relacionada a uma mudança geracional.

“As pessoas têm uma disposição menor para trabalhar em canteiros de obras. Os funcionários da construção civil estão ganhando muito bem, mas é uma função que demanda bastante”, afirmou o executivo, em entrevista à Folha de S.Paulo. Ele também atribui parte do problema à preferência por arranjos de trabalho mais flexíveis, comuns em outras áreas, mas impraticáveis na rotina dos canteiros.

A inflação da mão de obra é outro ponto crítico. Segundo Osmo, ela chega a estar quatro pontos percentuais acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Extrapolar uma inflação a esse nível para o resto da vida é explosivo. É um tema para se enfrentar daqui para frente”, disse.

Reforma tributária pode industrializar o setor

O executivo, no entanto, demonstra otimismo com a Reforma Tributária, que acredita ser positiva para o avanço do mercado imobiliário. “Independentemente de haver ou não aumento da carga tributária, o que a reforma traz é uma racionalização dos tributos para que eles não influenciem negativamente o arranjo produtivo”, avalia.

Osmo argumenta que o modelo atual de tributação acaba incentivando práticas menos industrializadas no setor, ao mesmo tempo em que penaliza soluções mais modernas e eficientes. Com a reforma, ele espera avanços na industrialização da construção civil, como na Alea, subsidiária da Tenda que produz casas pré-fabricadas.

A marca, direcionada à produção industrializada, busca atender a crescente demanda do mercado por soluções em habitação como o Minha Casa, Minha Vida e o Casa Paulista, do governo de São Paulo. Segundo o executivo da Tenda a Alea “endereça” muitos problemas existenciais da construção civil. “Apostamos que a Alea possa ser um negócio até maior do que a Tenda”, afirmou.

Para a Tenda, o foco em industrialização é um caminho natural para lidar com os altos custos da mão de obra e a falta de atratividade das funções tradicionais.

*Com informações de Folha de S.Paulo

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)