
O Minha Casa Minha Vida movimentou R$ 79,4 bilhões em volume de financiamentos no primeiro semestre de 2026, uma alta de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. O programa alcançou 349 mil unidades contratadas, mas a expansão foi desigual entre as faixas de renda, mostra um levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) divulgado no sábado (1°).
A faixa 2, para a população com renda entre R$ 3,2 mil e R$ 5 mil e imóvel de até R$ 275 mil, ficou estagnada na comparação entre os seis primeiros meses de 2025 e 2026, repetindo a concessão de R$ 14,6 bilhões em crédito habitacional. Na faixa 1, para renda até R$ 3,2 mil, houve crescimento de 16% no período, de R$ 13,8 bilhões para R$ 16 bilhões.
O destaque foi a faixa 3 do Minha Casa Minha Vida, destinada a imóveis de até R$ 400 mil e renda entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil, que aumentou em quase 50% o volume de financiamentos, passando de R$ 19 bilhões para R$ 28 bilhões. Quem mais cresceu neste segmento foi a fatia de imóveis usados, cujo montante saltou de R$ 1 bilhão para R$ 10 bilhões. Os novos mantiveram o ritmo de contratação de R$ 18 bilhões.
Expansão do Minha Casa Minha Vida
A faixa 4, criada para abranger parte da classe média/alta, no bolo entre R$ 9,6 mil e R$ 13 mil de renda, teve a maior expansão relativa. Passou de R$ 1 bilhão para R$ 6 bilhões. No entanto, a base de comparação ainda é fraca e significativamente menor do que as outras linhas. Os dados foram levantados pela Abrainc no portal do FGTS, com data de consulta em 20 de julho de 2026.
Os Estados e cidades onde o MCMV mais contratou
O Estado de São Paulo segue de longe como o principal mercado do Minha Casa Minha Vida, com alta de quase 10% no crédito habitacional pelo programa, para R$ 26 bilhões no primeiro semestre. Isso corresponde a cerca de um terço do total.
Apesar da queda de 4,4% entre os primeiros semestres de 2025 e 2026, Goiás segue como a segunda maior praça, empatada com Minas Gerais (também com retração, de 8,5%). Os dois Estados contrataram R$ 4,3 bilhões cada um na primeira metade deste ano. No Nordeste, Bahia (+13%), Ceará (+20%), Pernambuco (+19%) e Paraíba (+38%) apresentaram expansão consistente, reforçando o dinamismo da região.
Contratações MCMV por estado – Top 10
Sozinha, a cidade de São Paulo respondeu por R$ 12,654 bilhões do volume contratado pelo Minha Casa Minha Vida no primeiro semestre, cifra equivalente ao desempenho somado de Goiás, Minas Gerais e Paraná.
Contratações MCMV por município – Top 10
1º Semestre/26
Águas Lindas de Goiás e Sorocaba ocupam a oitava e décima posições do top 10 geral e são as duas únicas não capitais da lista. Com R$ 729 milhões e R$ 699 milhões em financiamentos no primeiro semestre, respectivamente, as duas cidades lideram outro ranking, o das não capitais.
Com reforço de R$ 50 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal, o orçamento total do Minha Casa Minha Vida para 2026 chega a R$ 207 bilhões, o maior patamar da série histórica.
Contratações MCMV Ex-Capitais – Top 10
1º Semestre/26







