Veja o resumo da notícia
- Dois bairros brasileiros, Laranjeiras (RJ) e República (SP), foram eleitos entre os 40 mais legais do mundo pela revista Time Out.
- A escolha da revista considera critérios como gastronomia, vida noturna, cultura e senso de comunidade, sem incluir preços de imóveis.
- Na República, os aluguéis variam de R$ 1.000 a R$ 10 mil, e a venda de imóveis vai de R$ 130 mil a R$ 4 milhões.
- Em Laranjeiras, os aluguéis custam entre R$ 3.990 e R$ 29 mil, e a venda de imóveis varia de R$ 275 mil a R$ 9,35 milhões.
- Dados de ITBI de julho mostram que Laranjeiras teve 81 imóveis vendidos, com preço médio de R$ 914 mil por unidade.
- A República registrou 12 vendas no mesmo período, com valor médio de R$ 294 mil por unidade.
- Laranjeiras foi destacada pela Time Out por sua combinação de história, áreas verdes, arquitetura, bares e gastronomia.
- A República foi elogiada pela revista por seu patrimônio arquitetônico e cena cultural e gastronômica vibrante.

A revista britânica Time Out, especializada em cultura, lazer e experiências urbanas, colocou dois bairros brasileiros entre os 40 mais legais do mundo em 2026. Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, ficou na 17ª posição, enquanto a República, no centro de São Paulo, apareceu em 25º lugar.
Os preços dos imóveis não entram na escolha. Para montar a lista, a Time Out reúne indicações de sua rede de editores e especialistas locais e avalia os bairros segundo critérios como gastronomia e bebidas, vida noturna, cultura, negócios locais, qualidade de vida e senso de comunidade.
Mas, para quem ficou curioso e quer saber quanto custa morar em um desses endereços, o Portas foi atrás dos preços. Uma busca livre na ferramenta de imóveis da Loft encontrou opções de aluguel e venda bastante diferentes nos dois bairros.
Quanto custa alugar
Em São Paulo, os preços encontrados no portal da Loft na República mostram uma diferença grande entre os imóveis disponíveis. Há desde um studio na Rua Barão de Itapetininga anunciado por R$ 1.000 por mês. a até um apartamento de 350 metros quadrados na Praça da República por R$ 10 mil.
No Rio de Janeiro, em Laranjeiras, a faixa também é ampla. Um apartamento de 75 metros quadrados na Rua Esteves Júnior aparece por R$ 3.990 mensais. Outra opção é uma casa de 437 metros quadrados na Rua das Laranjeiras, com aluguel de R$ 29 mil por mês.
Os valores são de imóveis disponíveis para locação e servem como exemplos do que pode ser encontrado no mercado, não como preço médio dos bairros.
E para comprar?
Para quem optar pela compra, os valores encontrados vão de um studio de 13 metros quadrados na Rua São João, por R$ 130 mil, a um apartamento de 425 metros quadrados na Avenida São Luís, por R$ 4 milhões.
Em Laranjeiras, os exemplos encontrados vão de um apartamento de 24 metros quadrados na Rua Laranjeiras, por R$ 275 mil, a uma casa de 996 metros quadrados na Rua Paissandu, por R$ 9,35 milhões.
Assim como no aluguel, a diferença entre os preços está relacionada às características de cada imóvel, como tamanho e localização. Os anúncios mostram a amplitude de valores encontrada no mercado, mas não representam o preço médio de compra dos bairros.
Quanto foi efetivamente negociado
Os dados de imóveis que foram vendidos ajudam a colocar os anúncios em outra perspectiva. Em Laranjeiras, os imóveis vendidos tinham, em média, 101 metros quadrados, apontam os dados do ITBI (imposto de transmissão de bens), tabulados pela Loft. O preço médio foi de R$ 914 mil por unidade, enquanto o valor médio do metro quadrado ficou em R$ 9 mil.
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Na República, o tamanho médio dos imóveis vendidos foi de cerca de 58 metros quadrados, com valor médio de R$ 294 mil por unidade.
Os dados de ITBI são diferentes dos preços encontrados nos anúncios porque registram operações efetivamente realizadas, enquanto os valores de venda e aluguel citados anteriormente correspondem a imóveis disponíveis no mercado.
Por que Laranjeiras entrou na lista?
Segundo a Time Out, Laranjeiras combina diferentes características da história e da vida cotidiana do Rio de Janeiro. O bairro, que teve origem ligada aos laranjais às margens do Rio Carioca, passou por diferentes fases e hoje é associado pela revista a uma combinação de áreas verdes, arquitetura residencial, bares tradicionais, gastronomia e atividades culturais.
Entre os elementos considerados pela publicação estão a feira de sábado na Rua General Glicério, os bares e restaurantes da região, o Parque Guinle e equipamentos culturais que passaram por mudanças recentes.
A revista também destaca a programação cultural e a vida noturna do bairro. A escolha, portanto, está relacionada ao conjunto de experiências disponíveis no bairro, e não a uma característica isolada.
E a República?
Na República, a Time Out destaca a combinação entre o patrimônio arquitetônico do centro de São Paulo e uma cena de gastronomia, cultura e vida noturna voltada também ao público mais jovem.
Entre os pontos citados pela publicação estão o Copan, restaurantes, livrarias, cafés, galerias e equipamentos culturais como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade.
A revista também considera a presença de novos espaços artísticos e a oferta de bares e estabelecimentos para a vida noturna. O bairro, na avaliação da publicação, reúne diferentes atividades que podem ser realizadas ao longo do dia, da programação cultural à gastronomia e à vida noturna.
Como a Time Out escolhe os bairros “cool”?
A lista é elaborada a partir de uma rede global de especialistas locais da Time Out. Esses profissionais exploram suas próprias cidades para identificar lugares ligados a gastronomia, bebidas, compras e entretenimento.
Na etapa de definição do ranking, um painel de editores da revista avalia os bairros segundo diferentes critérios. Entre eles estão gastronomia, vida noturna, negócios locais únicos, qualidade de vida e senso de comunidade.
Isso significa que o ranking não é uma lista dos bairros mais caros ou dos mercados imobiliários mais valorizados. A proposta da publicação é identificar locais que concentram diferentes aspectos da vida urbana e que, segundo sua metodologia, oferecem uma experiência considerada relevante para moradores e visitantes.
No mercado imobiliário, porém, os números mostram que viver nesses dois bairros pode significar custos bastante diferentes dependendo do tamanho e do tipo de imóvel escolhido. Na República, os anúncios levantados pela Loft vão de R$ 1.000 mensais no aluguel a R$ 4 milhões na compra. Em Laranjeiras, os exemplos vão de R$ 3.990 mensais a R$ 29 mil no aluguel, enquanto os imóveis à venda encontrados variam de R$ 275 mil a R$ 9,35 milhões.








