Veja o resumo da notícia

  • O programa Minha Casa, Minha Vida ampliou sua participação no mercado imobiliário, respondendo por metade dos lançamentos e vendas no 1º trimestre.
  • A pesquisa da Cbic em 221 cidades indica que a proporção nacional pode chegar a 65% dos imóveis novos.
  • A expansão do MCMV mudou o perfil de público, alcançando famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil.
  • Incorporadoras de médio padrão, como a REM, estão entrando no programa através de parcerias e projetos específicos.
  • A venda de imóveis do MCMV em São Paulo exige atenção às regras urbanísticas de HIS ou HMP, que podem gerar riscos comerciais.
  • O crescimento do segmento econômico depende de demanda, crédito, compliance urbanístico e comunicação clara com o comprador.
Minha Casa Minha Vida incorporadoras
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Minha Casa, Minha Vida ampliou sua participação no mercado de imóveis novos e passou a ocupar o centro da estratégia de empresas que antes tinham pouca exposição ao segmento econômico. Pesquisa da Câmara Brasileira da Industria da Construção (Cbic) em 221 cidades indica que metade dos lançamentos e das vendas no primeiro trimestre ocorreu dentro do programa.

A entidade estima ainda que a proporção nacional possa chegar a 65%. O avanço combina demanda resiliente, crédito subsidiado e maior previsibilidade de venda, destaca reportagem do Valor.

Classe média entra na fronteira do programa

A expansão do MCMV também mudou o perfil de público atendido. O programa hoje alcança famílias com renda de até R$ 13 mil ao mês e imóveis de até R$ 600 mil, faixa que se aproxima da classe média tradicional. Para a Lopes, que criou a área Lopes Econômico, esse público estava desatendido pelo financiamento convencional, pressionado por juros elevados. No MCMV, as taxas citadas pela empresa variam de 4% a 10,5% ao ano.

Incorporadoras testam entrada com parcerias

A REM, tradicionalmente voltada ao médio padrão, estreia no programa com o Vista Alto Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, com 580 unidades de 25 m² a 33 m². A empresa criou a marca Vér e fará o projeto em parceria com a Vinx, especializada no MCMV.

A decisão mostra uma entrada gradual: a REM ainda busca a habilitação de Gerenciamento de Risco de Crédito (Geric) para operar diretamente com financiamento da Caixa e avalia novos terrenos para projetos futuros no programa.

Regra urbanística vira risco comercial

A venda de imóveis do MCMV em São Paulo exige atenção adicional porque muitos projetos também se enquadram em HIS ou HMP, com limites próprios de renda, preço, uso e restrição a locação de curta temporada.

A Lopes afirma que treinar corretores virou etapa essencial para evitar distratos e alegações de falta de informação. O crescimento do econômico, portanto, depende não apenas de demanda, mas de crédito, compliance urbanístico e comunicação clara com o comprador.

*Com informações de Valor Econômico

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.