
O setor imobiliário do Distrito Federal (DF) movimentou R$ 4,85 bilhões em vendas no mercado primário em 2025, registrando valorização média de 8%. O volume de lançamentos e comercialização direta ao consumidor alcançou 6 mil unidades.
Os dados constam na oitava edição do Anuário do Mercado Imobiliário de 2025, lançado pela QuadraImob Inteligência Imobiliária. Segundo os dados, o ticket médio subiu de R$ 785,5 mil para R$ 808,6 mil. Já o valor médio do metro quadrado passou de R$ 13,21 mil para R$ 14,25 mil, alta de 7,9%.
Lançamentos concentram maior fatia dos negócios
Ainda de acordo com o estudo, que consolida informações sobre lançamentos, vendas, valorização e segmentação por padrão, só em lançamentos, o setor registrou R$ 4,43 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Foram 40 novos empreendimentos, sendo 24 de alto e médio padrão. O ticket médio ficou em R$ 1,39 milhão.
Já no segmento econômico, 16 novos empreendimentos totalizaram 2.373 unidades e VGV de R$ 877,59 milhões. O ticket médio nessa categoria ficou em R$ 369,82 mil.
Três polos centrais lideram valorização
O Noroeste do DF consolidou posição como referência no alto padrão. Águas Claras destacou-se no médio padrão, com 2.238 unidades e valor médio de R$ 12,1 mil/m², respondendo por 29% de toda a oferta do DF.
Na outra ponta, a região de Samambaia liderou o segmento econômico, com valor médio de R$ 7,49 mil/m² . A valorização dos imóveis na região apresentou alta de 12,83%.
Rogério Oliveira, sócio da QuadraImob, projeta expansão para novas regiões. “Olhando para frente, o Jardim Botânico deve se consolidar como o principal vetor do alto padrão, tanto com condomínios verticais quanto com projetos horizontais de lotes e de casas”, afirmou ao Correio Braziliense.
Ainda de acordo com Oliveira, o destaque no médio padrão passa a ser Sobradinho, “especialmente por ser uma região com boa infraestrutura viária e grandes áreas (lotes) disponíveis”. Já no segmento econômico, é esperada uma expansão “relevante” para o Recanto das Emas.
Plano Diretor do DF
A sanção do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) pelo governador Ibaneis Rocha, deve melhorar a fiscalização para o combate ao loteamento e construções irregulares, algo que preocupa o setor.
Segundo o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), Celestino Fracon Júnior, o DF passou por um “processo inédito e imensamente participativo” na revisão da lei que orienta o desenvolvimento e o crescimento urbano das cidades.
“A existência de uma comissão permanente de acompanhamento, com participação ativa da sociedade, será um diferencial para que a implementação das novas regras seja mais efetiva”, destacou Fracon Júnior.
*Com informações de Correio Braziliense







