Veja o resumo da noticia

  • Retrofit de luxo expande para bairros nobres de São Paulo, impulsionado pela valorização de terrenos e conversão de edifícios antigos.
  • Projetos de alto padrão como o PJM923 e Edifício Tânia exemplificam a transformação de edifícios antigos em residenciais de luxo.
  • Empresas como Planta e Vila 11 exploram o potencial do retrofit, com foco em requalificação e no crescente mercado multifamily.
  • XP Investimentos e Dupllex também ingressam no mercado, financiando projetos de retrofit e explorando nichos como coberturas.
  • A tendência de retrofit avança no Rio de Janeiro, com a conversão do Hotel Glória e do Edifício A Noite em empreendimentos.
Retrofit de luxo
Imagem: Dwirant/iStock

O retrofit, modernização de prédios antigos para novos usos, tradicionalmente associada a regiões mais centrais das cidades, agora têm conquistado espaço em bairros nobres. Eles aparecem, por exemplo, nos Jardins e Itaim Bibi, regiões de São Paulo com alto valor do metro quadrado.

O movimento ocorre porque algumas incorporadoras estão aproveitando terrenos privilegiados para converter edifícios antigos em empreendimentos de luxo. E os preços são atraentes para um público de alta renda.

Reformas de alto padrão em São Paulo

Um exemplo é o PJM923, localizado no antigo prédio do Consulado Americano, nos Jardins. O projeto, assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld, transforma o edifício em 16 apartamentos de 580 metros quadrados. Cada unidade está avaliada em até R$ 35 milhões.

Metade dos apartamentos já foi comercializada, segundo Rodolfo Del Valle, sócio do empreendimento, ouvido pela Forbes Brasil. Segundo ele, um dos destaques do projeto é o paisagismo de Rodrigo Oliveira, que traz impacto e garante compradores.

Outro destaque é o Edifício Tânia, também nos Jardins. Com retrofit liderado pela Planta, o imóvel terá 14 unidades, com valores a partir de R$ 4 milhões. A mesma empresa também atua no Edifício Victória, no Itaim Bibi, onde foram projetadas 110 unidades residenciais, duas lajes corporativas e lojas. O preço inicial do metro quadrado é de R$ 28 mil, e a entrega está prevista para 2027.

Expansão e parcerias no mercado imobiliário

Por trás do crescimento do retrofit de luxo está o interesse do mercado por requalificação de imóveis. A Planta, que anteriormente se concentrava na em projetos no Centro de São Paulo, vendeu cinco empreendimentos para a Brookfield Properties por R$ 250 milhões em 2024. Essa foi a largada para investir em retrofits nos bairros mais nobres.

Além disso, o segmento multifamily – edifícios residenciais geridos por uma única empresa – também tem se beneficiado da tendência. O Vila 11 Brooklin, por exemplo, nasceu de uma torre corporativa transformada em residencial. Com investimento de R$ 75 milhões, o prédio oferece 132 apartamentos destinados à locação com preços entre R$ 6 mil e R$ 11 mil ao mês. “Novos projetos de retrofit já estão em estudo em bairros estratégicos da capital”, afirma o diretor de marketing e comercial da Vila 11, Jorge de Moraes.

A XP Investimentos também entrou no mercado de retrofit ao financiar a Metaforma, empresa responsável por transformar o antigo prédio da Telesp, ou ‘Edifício 7 de Abril’, no Centro. O empreendimento combina diversas configurações, incluindo algumas voltadas ao público de alta renda.

Outro exemplo no setor é a Dupllex, criada em 2021 por Gustavo Saraiva e Marcus Grigoletto. A empresa se especializou no retrofit de coberturas, com foco em imóveis localizados em prédios com mais de 30 anos de construção. A empresa já acumulou um Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 200 milhões, com ticket médio de R$ 7 milhões.

A ideia surgiu ao perceberem, durante a pandemia, que havia demanda por reformas estruturais em coberturas antigas. Eram projetos desproporcionais e desatualizados, com potencial para se tornar “um nicho do nicho”.

Retrofit avança também no Rio de Janeiro

Na Cidade Maravilhosa, o movimento também ganha força. Um exemplo é o antigo Hotel Glória, que está sendo convertido em um condomínio residencial. Os preços ultrapassam R$ 35 mil por metro quadrado.

Já o icônico Edifício A Noite, antiga sede da Rádio Nacional, transformou-se em um empreendimento misto: são 447 apartamentos além de áreas comerciais.

*Com informações de Forbes Brasil

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)