imóveis superluxo em BH
Imagem: Pedro Truffi/iStock

As vendas de imóveis superluxo (acima de R$ 4 milhões) cresceram 43% em Belo Horizonte (MG) em 2025. Os dados foram apresentados pela Câmara do Mercado Imobiliário (CMI) e Sindicato da Habitação de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), na quinta-feira (13).

Apesar do crescimento, o segmento continua sendo pouco representativo. Segundo o Secovi-MG, ele representa menos de 1% do total de unidades comercializadas no ano passado.

“Hoje, para se produzir um imóvel em Belo Horizonte, é preciso considerar os custos do terreno e da construção e os parâmetros urbanísticos disponíveis. Esses aspectos limitam a construção e fazem com que o preço final do imóvel aumente, o que desestimula a oferta de novos apartamentos em padrões mais econômicos. A conta não fecha”, avalia o diretor do Secovi-MG, Leonardo Matos.

Imóveis de padrão econômico

Segundo o levantamento, imóveis do padrão econômico (até R$ 350 mil) registraram queda de 20% nas vendas no ano passado. Ainda assim, o segmento representa cerca de 40% das transações.

Compradores dessa faixa têm optado por buscar imóveis em cidades vizinhas à capital, onde conseguem unidades maiores e com incentivos governamentais, como o programa Minha Casa, Minha Vida, aponta Matos.

Por outro lado, imóveis da faixa entre R$ 350 mil e R$ 500 mil (padrão intermediário) apresentaram crescimento de 4% no volume de vendas em 2025.

Maior valorização e melhores resultados desde a pandemia

O mercado imobiliário de Belo Horizonte, como um todo, comercializou 27.961 unidades no ano passado, um avanço de 1,4% em relação a 2024. O segmento residencial dominou as vendas, com 90% das transações, sendo 77% concentradas em apartamentos.

Ainda de acordo com os dados, o valor médio do metro quadrado em BH teve alta de 6,2%, passando de R$ 13,5 mil para R$ 14,3 mil. Já o preço médio de imóveis residenciais aumentou 5%, variando de R$ 636,7 mil em 2024 para R$ 662,8 mil em 2025.

Regiões como Centro-Sul seguem liderando os preços mais altos, com bairros como Belvedere, Santa Lúcia e Funcionários registrando valores médios de R$ 27 mil por metro quadrado. Na outra ponta, Granja de Freitas e Distrito Industrial do Jatobá apresentaram os preços mais baixos, abaixo de R$ 3,5 mil por metro quadrado.

Apesar do impacto da alta da taxa Selic, que encareceu financiamentos e crédito imobiliário, o diretor do Secovi-MG, Leonardo Matos, classifica 2025 como um dos melhores anos para o setor imobiliário de Belo Horizonte desde a pandemia.

*Com informações de Diário do Comércio

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)