Veja o resumo da noticia
- Vídeos curtos no Instagram e TikTok transformam a comercialização de imóveis em Porto Alegre, atraindo potenciais clientes.
- Corretora Verônica Kreitchmann se destaca com vídeos que mostram detalhes de imóveis, desde acabamento até a localização.
- Vídeos impactam o público antes do contato com imobiliárias, atraindo clientes de diversas regiões e até do exterior.
- Algoritmo das redes sociais entrega o conteúdo a potenciais compradores, tornando o processo de busca mais rápido e intuitivo.
- Vídeos encurtam etapas e detalham o imóvel de maneira mais eficiente que fotos, auxiliando na decisão de compra.
- Arquitetos e imobiliárias apostam em vídeos para aproximar o público, humanizar o processo de venda e criar identificação.
- Apresentações em vídeo que criam um vínculo emocional e narrativo destacam o imóvel no mercado imobiliário digital.

O uso de vídeos curtos em redes sociais, como Instagram e TikTok, tem transformado a forma como os imóveis são comercializados em Porto Alegre. Corretores adotam a estratégia para apresentar casas e apartamentos de forma atrativa, utilizando ângulos precisos, boa iluminação e detalhes que capturam a atenção dos potenciais clientes.
A corretora Verônica Kreitchmann, 32 anos, tornou-se referência ao apostar nessas produções. Conhecida pelo bordão “E olha essa oportunidade!”, ela grava, edita e publica os vídeos sozinha, mostrando desde o acabamento do imóvel até a localização.
Para Verônica, o formato é uma vitrine que impacta o público antes mesmo do contato com imobiliárias. A corretora influenciadora relata que clientes vêm de diversas regiões do Brasil e até do exterior, atraídos pelo conteúdo.
O algoritmo das redes sociais também é um aliado. Ele entrega o conteúdo a potenciais compradores com base em suas buscas, deixando o processo mais rápido e intuitivo. “É muito mais fácil ver tudo pelo vídeo do que entrar no site e abrir anúncio por anúncio”, comenta Ana Cláudia Castro de Oliveira, gerente de produtos que utilizou vídeos na busca por seu imóvel.
Eficiência e alcance dos vídeos
Os vídeos ajudam a encurtar etapas e detalham o imóvel de maneira que fotos tradicionais não conseguem. “Os vídeos são muito bem feitos. Dá para ter uma noção bem clara de como é de verdade”, avalia a servidora pública Amanda Mattioni Prado, que também fechou negócio por meio desse formato.
Além do impacto local, o conteúdo alcança clientes de outros estados e países. Verônica conta que já vendeu imóveis para clientes que moram nos Estados Unidos e recebeu mensagens de interessados do Acre. No entanto, ela ressalta que o vídeo raramente substitui a visita presencial, principalmente em bairros ou regiões que o cliente não conhece.
No caso de imóveis bem posicionados, o resultado pode ser imediato. Foi o que aconteceu com a venda de um apartamento com vista para a Catedral de Porto Alegre. Após publicar o vídeo, Verônica conta que a primeira visita aconteceu já no dia seguinte, com negociação imediata. “O imóvel não chegou a ficar 24 horas ativo no sistema”, afirma.
Comércio adaptado às novas mídias
Rodrigo Coelho Lima, arquiteto e proprietário de imobiliária, também apostou em vídeos como diferencial no mercado. Ele acredita que esse formato aproxima o público e humaniza o processo de venda. “No TikTok, por exemplo, tu já consegue te imaginar morando no imóvel. É quase como visitar o apartamento sem sair de casa”, avalia.
A adaptação ao estilo digital atende especialmente o público de 20 a 55 anos, voltado para imóveis de classe média e alta. Para Daniel Claudino, analista de mercado imobiliário, o segredo está em criar um vínculo emocional e narrativo no vídeo. “Quando o corretor transforma a apresentação em uma mini-história, o imóvel ganha vida e destaque no mercado”, avalia.
Esse movimento, que criou o “corretor influencer”, reforça uma tendência de personificação da comunicação no setor imobiliário. “Os corretores conseguem falar uma linguagem mais próxima dos clientes, que eles conhecem melhor do que ninguém”, afirma Alejandro Abiusi, diretor de marketing da Construtora Tenda.
*Com informações de GZH







