Veja o resumo da notícia

  • O preço de imóveis residenciais subiu 0,45% em junho, totalizando 2,42% no primeiro semestre, segundo o índice FipeZap.
  • A valorização dos imóveis ficou abaixo da inflação, com o IPCA subindo 3,62% e o IGP-M avançando 3,27% no período.
  • Manaus e Vitória lideram a valorização entre as capitais, com altas de 7,26% e 7,14% respectivamente, superando a inflação.
  • São Paulo e Rio de Janeiro registraram avanços de 1,33% e 2%, ficando abaixo da média nacional e da inflação.
  • A análise do mercado imobiliário revela dinâmicas distintas mesmo dentro das cidades, com bairros apresentando valorização relevante.
  • Manaus, apesar de campeã em valorização, possui um metro quadrado mais acessível, indicando potencial de encarecimento futuro.
  • Itapema, com o metro quadrado mais caro do Brasil, teve aumento de 3,15% no primeiro semestre, abaixo da inflação.
Fora da média nacional, imóvel subiu mais do que o IPCA em 12 capitais
Fora da média nacional, imóvel subiu mais do que o IPCA em 12 capitais

O preço de imóveis residenciais subiu 0,45% em junho, praticamente repetindo o desempenho de maio (0,42%), segundo o índice FipeZap. Com isso, o metro quadrado em 56 cidades do país fechou o primeiro semestre com valorização de 2,42%, abaixo da alta de 3,33% em igual período de 2025.

O avanço do preço dos imóveis residenciais nos seis primeiros meses do ano também foi menor do que a inflação. O IPCA, referência para os preços ao consumidor, subiu 3,62% no intervalo, considerando o índice cheio até maio e a prévia de junho, obtida pelo IPCA-15. Já o IGP-M, utilizado no reajuste de aluguel, avançou 3,27%.

Em 2026, os dois indicadores de preço aceleraram sob o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã, embora o conflito tenha entrado agora em uma fase de arrefecimento após o primeiro acordo.

O FipeZap considera os preços dos imóveis anunciados (não as transações efetivamente feitas).

Se, na média, o índice FipeZap mostra um mercado imobiliário mais comportado, alguns mercados locais seguem aquecidos. Manaus e Vitória, com altas de 7,26% e 7,14% de janeiro a junho, avançam em ritmo duas vezes superior à inflação e lideram a valorização entre as capitais. Ao todo, 12 capitais registraram alta no preço dos imóveis acima da inflação estimada para os seis primeiros meses do ano.

São Paulo e Rio de Janeiro, os dois maiores mercados do país, perderam da inflação no primeiro semestre e também ficaram abaixo da média do país, com avanços de 1,33% e 2%, respectivamente. Quem não saiu do lugar foi Porto Alegre, com retração de 0,11% nos preços.

As capitais com maior e menor alta no preço de imóveis residenciais em 2026 (1º semestre)

CapitalVariação
Manaus (AM)+7,26%
Vitória (ES)+7,14%
Salvador (BA)+6,23%
Aracaju (SE)+5,77%
Teresina (PI)+5,08%
Natal (RN)+5,03%
Campo Grande (MS)+5,02%
Florianópolis (SC)+4,75%
Fortaleza (CE)+4,61%
Brasília (DF)+4,26%
Belém (PA)+4,17%
João Pessoa (PB)+3,76%
IPCA (índice cheio até maio + IPCA-15 de junho)+3,62%
Maceió (AL)+3,46%
Goiânia (GO)+3,18%
Cuiabá (MT)+3,14%
Recife (PE)+2,90%
São Luís (MA)+2,52%
Índice FipeZap (média nacional)+2,42%
Rio de Janeiro (RJ)+2%
São Paulo (SP)+1,33%
Belo Horizonte (MG)+0,29%
Curitiba (PR)+0,24%
Porto Alegre (RS)-0,11%

A importância de analisar a realidade de cada mercado

Dentro das próprias cidades é possível encontrar dinâmicas bastante distintas no mercado imobiliário. A alta de 1,33% no preço dos imóveis residenciais em São Paulo esconde bairros com oportunidade de valorização relevante no último ano.

Na região dos Jardins, terceiro metro quadrado mais caro da capital paulista (R$ 17.693), a alta é de 7% nos últimos 12 meses, enquanto a média de São Paulo foi de 3,84% nessa comparação. O top 3 da cidade ainda tem Moema (alta de 4,9% em 12 meses) e Perdizes (+4,6%).

Alta de preço de imóveis residenciais é diferente de preço alto

Manaus, a cidade campeã em valorização em 2026, possui apenas o 33° metro quadrado mais caro do Brasil (R$ 7.745), o que indica um mercado em expansão e com potencial de encarecimento adicional.

Já Itapema, em Santa Catarina, possui o metro quadrado mais caro (R$ 15.327) do Brasil, mas acumulou aumento de preço de imóveis residenciais de 3,15% na primeira metade do ano, insuficiente para igualar a subida da inflação.

As cidades com metro quadrado mais caro do Brasil em 2026 (1º semestre)

CidadePreço do m²
Itapema (SC)R$ 15.327
Balneário Camboriú (SC)R$ 15.228
Vitória (ES)R$ 15.210
Florianópolis (SC)R$ 13.365
Itajaí (SC)R$ 13.263
Barueri (SP)R$ 12.138
São Paulo (SP)R$ 12.055
Curitiba (PR)R$ 11.752
Vila Velha (ES)R$ 11.205
Rio de Janeiro (RJ)R$ 11.049
Belo Horizonte (MG)R$ 10.698
Brasília (DF)R$ 10.210
Maceió (AL)R$ 9.966
Média Índice FipeZapR$ 9.853

Jornalista Hugo Passarelli
Hugo Passarelli

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.