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Veja o resumo da notícia
- A volta ao trabalho presencial em São Paulo reaqueceu o mercado de lajes corporativas, elevando preços e reduzindo a vacância.
- Empresas buscam espaços mais eficientes e bem localizados, impulsionando o movimento de 'flight to quality'.
- A Brookfield Properties registrou alta na ocupação de seu portfólio no Brasil, atingindo 91% e expandindo contratos de locação.
- A vacância média em São Paulo caiu para 15,9%, com edifícios Triple A alcançando 10,5%, intensificando a disputa por espaços.
- A região da Faria Lima ampliou seu prêmio de aluguel, chegando a custar até três vezes mais que outras áreas da Zona Sul.
- Fundos imobiliários de lajes corporativas ainda não refletem toda a retomada, impactados por alavancagem e juros altos.

A volta mais firme ao trabalho presencial reacendeu a demanda por lajes corporativas em São Paulo. Grandes empresas passaram a exigir maior frequência nos escritórios, e o movimento reduziu a vacância, elevou preços e ampliou a distância entre edifícios Triple A e ativos de menor qualidade. No mercado, a tendência é descrita como flight to quality: empresas buscam espaços mais eficientes, bem localizados e capazes de melhorar a experiência dos funcionários.
Brookfield vê ocupação subir e empresas expandirem área
Na Brookfield Properties, a taxa de ocupação do portfólio no Brasil chegou a 91%, alta de 9 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A companhia administra 27 prédios corporativos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, com cerca de 900 mil m² sob operação. Em 2025, assinou 83 mil m² em contratos de locação; em 2026, já somava 25 mil m² até junho. O Parque da Cidade, comprado em 2022 com 40% de ocupação, opera hoje com 93%.
Vacância se aproxima do ponto de pressão nos preços
Dados da Coldwell Banker Richard Ellis (CBRE) mostram absorção líquida de 292 mil m² no mercado de escritórios de São Paulo em 2025, perto do recorde histórico de 360 mil m² registrado em 2019. A vacância média da cidade caiu de 16,6% no fim de 2025 para 15,9% no primeiro trimestre de 2026. Nos edifícios Triple A, o índice chegou a 10,5%, patamar que intensifica a disputa pelos melhores espaços.
Faria Lima amplia prêmio sobre outras regiões
A predileção por ativos de maior qualidade elevou o prêmio da Faria Lima. Segundo fontes do setor ouvidas pela Forbes, o aluguel na região costumava ser cerca de duas vezes o de outras áreas da Zona Sul. Hoje, essa razão chega a três vezes. O metro quadrado de alto padrão pode passar facilmente de R$ 300 e superar R$ 400 nos edifícios mais disputados. Assim, uma laje de 3 mil m² pode custar de R$ 900 mil a R$ 1,2 milhão por mês.
Fundos listados ainda não capturam toda a retomada
A recuperação da economia real não se refletiu de forma homogênea nos fundos imobiliários de lajes corporativas. O segmento, que já representou cerca de dois terços do IFIX, principal índice desse mercado, hoje responde por aproximadamente 10%. Analistas citados pela Forbes atribuem parte da assimetria à alavancagem assumida por alguns veículos em 2020 e 2021 e ao ambiente de juros altos, que dificulta vendas de ativos e ganhos de capital.
*Com informações de Forbes







