Siga o Portas no Google

Veja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.

Adicionar

Siga o Portas no Google

Veja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.

Adicionar

Veja o resumo da notícia

  • Crescimento de compradores estrangeiros em estúdios de curta temporada no Rio de Janeiro.
  • Dados estatísticos de imobiliárias sobre a participação de clientes internacionais.
  • Mudanças legislativas e convenções impulsionam a demanda por aluguéis de curta duração.
  • Construtoras e gestores adaptam operações para atender o público internacional.
  • Câmbio favorável e preços competitivos atraem investimentos estrangeiros no setor.
  • Capital estrangeiro pode renovar o parque imobiliário carioca sem distorções.
estúdios na Zona Sul do Rio
Katarina_B/iStock

O mercado de estúdios voltados à locação de curta temporada no Rio de Janeiro passou a atrair mais compradores estrangeiros, especialmente em bairros turísticos da Zona Sul. Na base da Lobie, empresa que administra nove mil unidades em 64 empreendimentos na cidade, a fatia de clientes estrangeiros saltou de cerca de 2% há três anos para quase 18% em 2026.

Isso equivale a 1.620 estúdios nas mãos de compradores de fora. A liderança é dos europeus, que respondem por 41% do total, seguidos por latino-americanos, com 32%, norte-americanos, com 14%, e investidores dos Emirados Árabes Unidos, com 10%.

Patrimóvel vê um terço das vendas com compradores de fora

A leitura é parecida entre as imobiliárias que operam lançamentos na Zona Sul. Segundo levantamento da Patrimóvel destacado em reportagem de O Globo, 32% dos 54 estúdios negociados pela empresa entre novembro do ano passado e abril deste ano em Copacabana, Ipanema e Leblon foram comprados por estrangeiros.

Entre os compradores aparecem espanhóis, romenos, suíços, franceses, ingleses, neozelandeses e, sobretudo, argentinos. A empresa afirma que a mudança na legislação e a possibilidade de prever em convenção o aluguel por curto período ajudaram a destravar essa demanda.

Construtoras adaptam crédito e comercialização

O movimento já levou incorporadoras e gestores a adaptar a operação comercial. A Cury, que lançou 2.267 estúdios no Rio, informa que 4% das unidades foram negociadas com clientes de fora do Brasil. No Opportunity Imobiliário, com foco em Copacabana e Ipanema, mais de 20% da carteira de compradores é composta por estrangeiros.

Além do interesse crescente, as empresas relatam necessidade de ajustar análise de crédito, documentação e canais de venda para atender esse público.

Câmbio favorável reforça a tese de investimento

A tese de investimento combina uso próprio em alguns períodos do ano com monetização via aluguel de curta temporada. Para executivos do setor, o apelo internacional do Rio, somado ao preço mais competitivo para quem opera em euro ou dólar, ampliou a atratividade dos compactos.

A Balassiano Engenharia afirma que a comparação com os preços praticados em outros países faz o mercado brasileiro parecer acessível. A Sérgio Castro Imóveis avalia que a entrada desse capital ajuda a renovar um parque imobiliário ainda degradado, sem reproduzir necessariamente as distorções vistas em cidades como Barcelona, na Espanha.

*Com informações de O Globo

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.