Veja o resumo da notícia

  • O aluguel residencial desacelerou a alta em maio para 0,85%, segundo o índice FipeZap.
  • No acumulado de 2026, o preço médio de locação residencial no país está em 4,40%, acima da inflação de 3,20% pelo IPCA.
  • Em 12 meses, o aluguel residencial subiu 8,68%, superando o índice de 8,40% do mês anterior.
  • O cenário contrasta com o mercado de venda, que teve valorização de 0,42% em maio, metade do aluguel.
  • Imóveis com dois dormitórios apresentaram a alta mais expressiva em maio (+1,09%) na média nacional.
  • A valorização do aluguel residencial nos cinco primeiros meses abrange 21 das 22 capitais pesquisadas.
Locação residencial sobe mais de 8% nos últimos 12 meses
Locação residencial sobe mais de 8% nos últimos 12 meses

O aluguel residencial desacelerou a alta em maio para 0,85%, segundo o índice FipeZap. Em abril, o indicador havia registrado a maior variação em um ano (+1,04%).

Mesmo com com a alta menor em maio, os dados apontam para um crescimento do aluguel acima da inflação no ano. No acumulado de 2026, o preço médio de locação residencial no país está em 4,40%, ante uma inflação de 3,20% pelo IPCA.

No acumulado de 12 meses, o aluguel residencial sobe 8,68%, levemente acima do índice de 8,40% do mês anterior.

O cenário contrasta com o mercado de venda, cuja trajetória de preços tem sido notadamente mais fraca – em maio, subiu metade (0,42%) do que o valor de aluguel.

Para o segmento de venda, os dados sugerem, até o momento, que o mais provável é uma valorização em linha com a inflação medida pelo IPCA, projetada para terminar o ano em 5,30%, segundo o boletim Focus, do Banco Central.

O FipeZap pesquisa os valores de anúncio de imóveis prontos (novos e usados), sem refletir o valor transacional (venda) ou reajustes de contratos vigentes (aluguel).

Mais aquecido, o aluguel residencial segue rodando mais forte do que índices de preço em qualquer comparação. Veja a seguir:

Período Aluguel residencial IPCA IGP-M
Maio de 2026 +0,85% +0,58% +0,84%
Janeiro a maio de 2026 +4,40% +3,20% +3,79%
Acumulado em 12 meses até maio de 2026 +8,68% +4,72% +1,95%

Na média nacional, calculada com amostra de 36 cidades, o aluguel residencial mostrou diferença importante entre as configurações das unidades. Os imóveis com dois dormitórios apresentaram a alta mais expressiva em maio (+1,09%), enquanto os de três dormitórios ficaram no negativo (-0,16%).

Na via inversa, abrindo a pesquisa em regiões, a valorização do aluguel residencial nos cinco primeiros meses é bastante disseminada e abrange 21 das 22 capitais, sendo 14 delas com avanço mais forte do que a inflação e três acima de dois dígitos. Veja:

Capital / Índice Variação (jan-mai/2026)
Aracaju +15,24%
Campo Grande +11,58%
Manaus +11,40%
João Pessoa +7,09%
Rio de Janeiro +6,84%
Fortaleza +6,48%
Goiânia +5,96%
Brasília +5,82%
Recife +4,92%
Maceió +4,82%
Média FipeZap +4,40%
Teresina +4,36%
Cuiabá +3,91%
Curitiba +3,51%
Belo Horizonte +3,46%
IPCA (IBGE) 3,20%
São Paulo (SP) +3,16%
Natal (RN) +2,68%
Porto Alegre (RS) +2,63%
Belém (PA) +2,08%
Salvador (BA) +1,61%
Vitória (ES) +1,49%
Florianópolis (SC) +1,19%
São Luís (MA) -1,73%

Jornalista Hugo Passarelli
Hugo Passarelli

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.

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