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Veja o resumo da notícia
- Rooftop consolida operação focada em imóveis sob pressão, visando transformar ativos em capital imediato para proprietários.
- Modelo de negócio envolve venda do imóvel por 60% do valor, com opção de recompra pelo proprietário após prazo.
- Juros altos impactam o negócio, aumentando a demanda por liquidez, mas encarecendo a estrutura financeira.
- Empresa atende cerca de mil clientes mensalmente, com projeção de R$ 210 milhões alocados até 2026.

A Rooftop tenta consolidar no Brasil uma operação focada em “imóveis sob pressão”, categoria que reúne propriedades com dívidas, disputas judiciais ou dificuldade de liquidez. O modelo quer transformar esses ativos em capital imediato para os proprietários, mas depende de funding em um ambiente de juros altos.
Imóveis sob pressão ganham espaço com juros altos
No modelo da Rooftop, o proprietário vende o imóvel por 60% do valor avaliado para um fundo imobiliário controlado pela empresa e passa a pagar um aluguel para a startup.
Depois de um prazo pré-determinado, ele pode recomprar o ativo por 80% do valor previamente acordado. Se isso não ocorrer, a empresa vende o imóvel no mercado e fica com o valor acima do combinado com o cliente.
Segundo Daniel Gava, fundador da Rooftop, disse à Folha, cerca de metade da população economicamente ativa do país tem algum tipo de restrição que dificulta o acesso ao sistema financeiro tradicional.
Crédito imobiliário e funding limitam operação
O modelo avança em um cenário de juros elevados, que aumenta a demanda por liquidez, mas também encarece a estrutura financeira da operação.
“Juro alto ajuda a gerar demanda, mas, no nosso caso, também é o principal agressor do negócio. O cenário encarece demais o capital e dificulta fechar as operações”, afirma o executivo ao jornal.
Fundo imobiliário e expansão comercial
A Rooftop atende aproximadamente mil clientes por mês, com tíquete médio em R$ 1,3 milhão. A empresa projeta R$ 210 milhões alocados até o fim de 2026, ante R$ 70 milhões no ano anterior.
O número de operações acelerou 140% entre 2024 e 2025. Para 2026, a expectativa é ampliar as operações em 325%, com tíquete médio de R$ 1,084 milhão. Parte da expansão deve vir do fundo HOMS11, listado na B3, e de instrumentos de dívida captados no mercado.
*Com informações da Folha







