Veja o resumo da notícia
- Índice FipeZap registra alta de 2,45% no aluguel residencial no primeiro trimestre, com desaceleração em março para 0,84%.
- Aumento acumulado no aluguel residencial supera a variação do preço de imóveis e a inflação medida pelo IPCA.
- IGP-M apresenta variação de 0,19%, indicando ausência de reajuste nos contratos de locação antigos neste período.
- Aracaju, Campo Grande e Manaus lideram a alta do preço de aluguel residencial, enquanto São Luís tem a maior queda.
- Retorno médio do aluguel residencial tem leve alta, mas ainda não supera a rentabilidade de aplicações financeiras.
- IVAR da FGV aponta valorização de 1,34% no primeiro trimestre, confirmando trajetória de reajustes no mercado.

O preço do aluguel residencial no Brasil fechou o primeiro trimestre com alta de 2,45%, segundo o Índice FipeZap. Em março, houve ligeira desaceleração, com aumento de 0,84% no valor de novos contratos de locação, depois de valorização de 0,94% em fevereiro. A variação nos três primeiros meses do ano da locação residencial ficou abaixo de igual período de 2025, quando subiu 3,22%.
O aumento acumulado do aluguel residencial no primeiro trimestre foi o dobro da variação do preço para venda de imóvel residencial, que subiu 1,01%, e também superou a inflação. Os preços ao consumidor medidos pelo IPCA subiram 1,92% no primeiro trimestre.
Já o IGP-M, referência para os reajustes de aluguel já vigentes, variou apenas 0,19% no primeiro trimestre e, nos últimos 12 meses até março, acumula retração de 1,83%. Na prática, significa dizer que os contratos antigos de locação residencial devem ficar sem reajuste neste início do ano.
De fevereiro a março, a alta do preço de aluguel residencial ocorreu em 30 das 36 cidades pesquisadas, com destaque para Aracaju, Campo Grande e Manaus. Confira a lista completa:
- Aracaju (+6,53%)
- Campo Grande (+4,64%)
- Manaus (+3,60%)
- Goiânia (+1,97%)
- Rio de Janeiro (+1,59%)
- Recife (+1,45%)
- Maceió (+1,35%)
- João Pessoa (+1,31%)
- Cuiabá (+0,96%)
- Curitiba (+0,85%)
- Florianópolis (+0,61%)
- São Paulo (+0,56%)
- Brasília (+0,53%)
- Teresina (+0,47%)
- Fortaleza (+0,44%)
- Porto Alegre (+0,38%)
- Belo Horizonte (+0,35%)
Na ponta oposta, os preços de locação em março recuaram em São Luís (-1,24%); Natal (-0,47%); Belém (-0,39%); Salvador (-0,37%); e Vitória (-0,12%).
O retorno médio do aluguel residencial subiu levemente com os dados de março, de 6,03% para 6,05% ao ano, ainda sem conseguir superar a rentabilidade das principais aplicações financeiras.
Outros indicadores
Existem diversas formas de calcular os preços do mercado imobiliário. O FipeZap utiliza as informações disponíveis em anúncios para 36 cidades, sem refletir necessariamente os valores firmados em contrato.
Já o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) possui o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), que calcula a evolução mensal dos aluguéis residenciais com base em contratos assinados entre locadores e locatários com intermediação de administradoras de imóveis. Neste caso, são quatro capitais que compõem a amostra.
Em março, o IVAR subiu 0,40%, fechando o primeiro trimestre com valorização de 1,34%. Em 12 meses, a alta do indicador passou de 4,05% para 4,78%, confirmando que o mercado de locação residencial segue em trajetória de reajustes, avalia Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Ainda que com metodologias e resultados diferentes, a tendência é que o FipeZap e o IVAR caminhem na mesma direção no longo prazo.







